segunda-feira, 30 de maio de 2011

Palha no solo de canavial reduz emissões de CO2, diz pesquisa

Em tempos em que até show de rock tenta reduzir as emissões de gás carbônico, um estudo da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Jaboticabal diz que deixar a palha no solo dos canaviais minimiza as emissões de CO2.
A pesquisa fez medições em um canavial no interior de São Paulo, com a ajuda de um aparelho que detecta as variações de CO2.
No experimento, a plantação foi dividida em três áreas”"uma coberta com 100% de palha, outra com metade e a terceira com o chão nu.
A conclusão é que as áreas cobertas com palha emitiram 400 quilos menos carbono, o que corresponde a quase 1.500 kg de CO2. Isso significa uma redução de cerca de 20% nas emissões, comparadas à área sem palha.
O cálculo considera as emissões do diesel usado pelas máquinas no campo, dos fertilizantes sintéticos e do calcário aplicado na terra.
Colheitadeira trabalha em lavoura de cana forrada com a palha da planta em fazenda de Pontal, no interior de SP
A tese de Newton La Scala Júnior, coordenador do trabalho, é que, mantendo a palha no chão, o produtor pode compensar as emissões.
“O que não sabíamos é que a simples retirada da palha causa emissões tão altas de CO2″, diz o cientista.
Na prática, a palha tem sido cada vez mais usada para a cogeração de energia.
Em geral, as usinas que fazem cogeração usam cerca de 70% da palha do chão para transformá-la energia, de acordo com o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira).
Além disso, lavouras que não geram energia, mas ficam em lugares que têm muita umidade, normalmente retiram toda a palha do solo.
No experimento, o chão forrado com 100% de palha e com metade desse material deixaram de emitir quantidade semelhante de CO2.
Mas, na opinião de La Scala, o ideal é deixar toda a palha, pois com o tempo o solo pode ficar descoberto.

Palha no solo de canavial reduz emissões de CO2, diz pesquisa

Em tempos em que até show de rock tenta reduzir as emissões de gás carbônico, um estudo da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Jaboticabal diz que deixar a palha no solo dos canaviais minimiza as emissões de CO2.
A pesquisa fez medições em um canavial no interior de São Paulo, com a ajuda de um aparelho que detecta as variações de CO2.
No experimento, a plantação foi dividida em três áreas”"uma coberta com 100% de palha, outra com metade e a terceira com o chão nu.
A conclusão é que as áreas cobertas com palha emitiram 400 quilos menos carbono, o que corresponde a quase 1.500 kg de CO2. Isso significa uma redução de cerca de 20% nas emissões, comparadas à área sem palha.
O cálculo considera as emissões do diesel usado pelas máquinas no campo, dos fertilizantes sintéticos e do calcário aplicado na terra.
Colheitadeira trabalha em lavoura de cana forrada com a palha da planta em fazenda de Pontal, no interior de SP
A tese de Newton La Scala Júnior, coordenador do trabalho, é que, mantendo a palha no chão, o produtor pode compensar as emissões.
“O que não sabíamos é que a simples retirada da palha causa emissões tão altas de CO2″, diz o cientista.
Na prática, a palha tem sido cada vez mais usada para a cogeração de energia.
Em geral, as usinas que fazem cogeração usam cerca de 70% da palha do chão para transformá-la energia, de acordo com o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira).
Além disso, lavouras que não geram energia, mas ficam em lugares que têm muita umidade, normalmente retiram toda a palha do solo.
No experimento, o chão forrado com 100% de palha e com metade desse material deixaram de emitir quantidade semelhante de CO2.
Mas, na opinião de La Scala, o ideal é deixar toda a palha, pois com o tempo o solo pode ficar descoberto.

Eólicas impulsionam negócios no setor

Até dois anos atrás, a Makro Engenharia, empresa sediada em Fortaleza, Ceará, tinha 15 funcionários contratados para cuidar da logística dos equipamentos pesados de energia eólica. O transporte das pás e das turbinas dos aerogeradores era realizado por cinco caminhões de grande porte, comprados especialmente para essa missão. Hoje, o pequeno departamento virou uma divisão de negócios.
Já são 250 funcionários. A frota de caminhões saltou para 30 unidades e outros 20 foram encomendados para o ano que vem. Os quatro guindastes usados nas operações ganharam um reforço, com a aquisição de mais duas máquinas. Dos serviços de transporte, a Makro passou a fazer também a montagem mecânica e elétrica das turbinas. Para apoiar a operação, a empresa comprou uma área de 100 mil metros quadrados, que será usada para o armazenamento de componentes.
O diretor comercial da Makro, David Rodrigues, afirma que em breve a divisão será convertida em uma companhia independente, especializada no entorno dos negócios da geração de energia eólica – desde o transporte de equipamentos à entrega completa da usina. “Esse mercado está explodindo. Entregamos 50 torres até agora, mas já fechamos pedidos para mais 250, que serão instaladas até 2012.”
Por trás das ambições dessa empresa cearense está a movimentação de mercado que receberá investimentos de R$ 25 bilhões nos próximos dois anos. Essa indústria do vento não tem atraído apenas fabricantes internacionais de aerogeradores, que estão montando sua bases no país. Uma cadeia de empresas de todos os portes já se armou ao redor do mercado eólico. E está crescendo rápido.

Reino Unido vai fundar banco “verde”

O governo britânico divulgou ontem planos para criar o primeiro banco de investimento “verde” com apoio estatal do mundo – uma plataforma política essencial na transição do país para uma economia de baixa emissão de gás carbônico.
O vice-primeiro-ministro do Reino Unido, Nick Clegg, disse que o banco começará a funcionar em abril e de início se concentrará em investimentos em áreas como energia eólica na plataforma continental, tratamento de lixo e eficiência energética não residencial.
O banco será capitalizado com injeção inicial de 3 bilhões de libras esterlinas (US$ 4,8 bilhões) dos cofres do Tesouro britânico, mas terá independência do órgão e poderá captar nos mercados de capitais e do setor privado a partir de 2015.
Clegg disse esperar que o banco invista cerca de 15 bilhões de libras na economia “verde” nos próximos quatro anos.
“O banco tem por objetivo servir de ponte entre o capital de risco e a economia verde, fornecer investimento para financiar infraestrutura de baixa emissão de carbono e preparar as fundações para crescimento equilibrado de longo prazo”, afirmou Clegg, líder do partido Liberal Democrata, que integra a coalizão de governo liderada pelos conservadores.
“Em menos de dois anos, o banco de investimento verde passará de [apenas] uma ideia a [uma fonte de] fluxos de investimento e crescerá rapidamente para tornar-se uma instituição independente de investimento e, então, de captação”, acrescentou, destacando que a instituição representa “um compromisso político extraordinário”, em um momento no qual o governo corta bilhões de dólares em gastos para reduzir a pesada dívida nacional.
Clegg disse que o mercado mundial para bens e serviços ambientais e de baixa emissão de gás carbônico valia 3,2 trilhões de libras em 2008/2009 e a previsão é de que continue a mostrar forte crescimento.
Muitos países possuem bancos de desenvolvimento, mas o Reino Unido será o primeiro a ter um banco nacional dedicado à economia verde.
Os planos anunciados por Clegg incluem algumas concessões importantes aos críticos, que temiam ver o banco excessivamente controlado pelo Tesouro, cuja ideia era dar permissão para a instituição captar apenas do governo.
Os críticos diziam que se o banco não pudesse captar dos mercados de captais não teria condições de oferecer o investimento necessário em tecnologias de baixas emissões.

Eólicas impulsionam negócios no setor

Até dois anos atrás, a Makro Engenharia, empresa sediada em Fortaleza, Ceará, tinha 15 funcionários contratados para cuidar da logística dos equipamentos pesados de energia eólica. O transporte das pás e das turbinas dos aerogeradores era realizado por cinco caminhões de grande porte, comprados especialmente para essa missão. Hoje, o pequeno departamento virou uma divisão de negócios.
Já são 250 funcionários. A frota de caminhões saltou para 30 unidades e outros 20 foram encomendados para o ano que vem. Os quatro guindastes usados nas operações ganharam um reforço, com a aquisição de mais duas máquinas. Dos serviços de transporte, a Makro passou a fazer também a montagem mecânica e elétrica das turbinas. Para apoiar a operação, a empresa comprou uma área de 100 mil metros quadrados, que será usada para o armazenamento de componentes.
O diretor comercial da Makro, David Rodrigues, afirma que em breve a divisão será convertida em uma companhia independente, especializada no entorno dos negócios da geração de energia eólica – desde o transporte de equipamentos à entrega completa da usina. “Esse mercado está explodindo. Entregamos 50 torres até agora, mas já fechamos pedidos para mais 250, que serão instaladas até 2012.”
Por trás das ambições dessa empresa cearense está a movimentação de mercado que receberá investimentos de R$ 25 bilhões nos próximos dois anos. Essa indústria do vento não tem atraído apenas fabricantes internacionais de aerogeradores, que estão montando sua bases no país. Uma cadeia de empresas de todos os portes já se armou ao redor do mercado eólico. E está crescendo rápido.

Reino Unido vai fundar banco “verde”

O governo britânico divulgou ontem planos para criar o primeiro banco de investimento “verde” com apoio estatal do mundo – uma plataforma política essencial na transição do país para uma economia de baixa emissão de gás carbônico.
O vice-primeiro-ministro do Reino Unido, Nick Clegg, disse que o banco começará a funcionar em abril e de início se concentrará em investimentos em áreas como energia eólica na plataforma continental, tratamento de lixo e eficiência energética não residencial.
O banco será capitalizado com injeção inicial de 3 bilhões de libras esterlinas (US$ 4,8 bilhões) dos cofres do Tesouro britânico, mas terá independência do órgão e poderá captar nos mercados de capitais e do setor privado a partir de 2015.
Clegg disse esperar que o banco invista cerca de 15 bilhões de libras na economia “verde” nos próximos quatro anos.
“O banco tem por objetivo servir de ponte entre o capital de risco e a economia verde, fornecer investimento para financiar infraestrutura de baixa emissão de carbono e preparar as fundações para crescimento equilibrado de longo prazo”, afirmou Clegg, líder do partido Liberal Democrata, que integra a coalizão de governo liderada pelos conservadores.
“Em menos de dois anos, o banco de investimento verde passará de [apenas] uma ideia a [uma fonte de] fluxos de investimento e crescerá rapidamente para tornar-se uma instituição independente de investimento e, então, de captação”, acrescentou, destacando que a instituição representa “um compromisso político extraordinário”, em um momento no qual o governo corta bilhões de dólares em gastos para reduzir a pesada dívida nacional.
Clegg disse que o mercado mundial para bens e serviços ambientais e de baixa emissão de gás carbônico valia 3,2 trilhões de libras em 2008/2009 e a previsão é de que continue a mostrar forte crescimento.
Muitos países possuem bancos de desenvolvimento, mas o Reino Unido será o primeiro a ter um banco nacional dedicado à economia verde.
Os planos anunciados por Clegg incluem algumas concessões importantes aos críticos, que temiam ver o banco excessivamente controlado pelo Tesouro, cuja ideia era dar permissão para a instituição captar apenas do governo.
Os críticos diziam que se o banco não pudesse captar dos mercados de captais não teria condições de oferecer o investimento necessário em tecnologias de baixas emissões.

Pedidos de licença para exploração mineral batem recorde no País

RIO – O atual ciclo de alta no preço das matérias-primas vem despertando o interesse em novas oportunidades de negócio no setor mineral. Em 2010, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) registrou um aumento de 27,5% no número de pedidos para pesquisa e exploração mineral no País, para um total de 25,117 mil. Pelo ritmo de crescimento, o órgão espera atingir em 2011 a marca histórica de 27 mil requerimentos.
“O preço das commodities já ultrapassou os níveis médios de 2008. Mantida essa tendência, teremos um recorde”, prevê Miguel Nery, diretor do DNPM. Além do preço elevado, a discussão em torno de um novo marco regulatório para o setor mineral também contribui para estimular a corrida por novas áreas. Este mês, ao assumir o ministério das Minas e Energia, Edson Lobão reafirmou que a aprovação de um novo marco legal para o setor é prioridade do governo.
Para Wanderlan de Almeida, presidente da Serabi Mineração, empresa de prospecção mineral na região de Tapajós, em Mato Grosso, a mudança de regras gera incertezas, o que acaba estimulando as companhias a acelerarem seus pedidos para novas áreas no DNPM.
A previsão de recorde feita por Nery leva em conta apenas os dados coletados após a criação, em 1997, da Taxa Anual por Hectare (TAH), quando o governo estipulou um valor a ser pago por quem solicita autorização para pesquisa ou exploração mineral. Segundo ele, antes da TAH, as empresas requeriam muitas terras e ficavam “sentadas” nelas, sem pesquisar, por não haver custos envolvidos no processo.
O cenário positivo traçado por Nery para este ano leva em consideração o crescimento dos pedidos de áreas para pesquisa e exploração mineral em 2010. “No primeiro trimestre, a média dos requerimentos foi de 1,5 mil por mês. No segundo semestre, já foi de 2 mil”, lembra.