segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pedidos de licença para exploração mineral batem recorde no País

RIO – O atual ciclo de alta no preço das matérias-primas vem despertando o interesse em novas oportunidades de negócio no setor mineral. Em 2010, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) registrou um aumento de 27,5% no número de pedidos para pesquisa e exploração mineral no País, para um total de 25,117 mil. Pelo ritmo de crescimento, o órgão espera atingir em 2011 a marca histórica de 27 mil requerimentos.
“O preço das commodities já ultrapassou os níveis médios de 2008. Mantida essa tendência, teremos um recorde”, prevê Miguel Nery, diretor do DNPM. Além do preço elevado, a discussão em torno de um novo marco regulatório para o setor mineral também contribui para estimular a corrida por novas áreas. Este mês, ao assumir o ministério das Minas e Energia, Edson Lobão reafirmou que a aprovação de um novo marco legal para o setor é prioridade do governo.
Para Wanderlan de Almeida, presidente da Serabi Mineração, empresa de prospecção mineral na região de Tapajós, em Mato Grosso, a mudança de regras gera incertezas, o que acaba estimulando as companhias a acelerarem seus pedidos para novas áreas no DNPM.
A previsão de recorde feita por Nery leva em conta apenas os dados coletados após a criação, em 1997, da Taxa Anual por Hectare (TAH), quando o governo estipulou um valor a ser pago por quem solicita autorização para pesquisa ou exploração mineral. Segundo ele, antes da TAH, as empresas requeriam muitas terras e ficavam “sentadas” nelas, sem pesquisar, por não haver custos envolvidos no processo.
O cenário positivo traçado por Nery para este ano leva em consideração o crescimento dos pedidos de áreas para pesquisa e exploração mineral em 2010. “No primeiro trimestre, a média dos requerimentos foi de 1,5 mil por mês. No segundo semestre, já foi de 2 mil”, lembra.

Pedidos de licença para exploração mineral batem recorde no País

RIO – O atual ciclo de alta no preço das matérias-primas vem despertando o interesse em novas oportunidades de negócio no setor mineral. Em 2010, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) registrou um aumento de 27,5% no número de pedidos para pesquisa e exploração mineral no País, para um total de 25,117 mil. Pelo ritmo de crescimento, o órgão espera atingir em 2011 a marca histórica de 27 mil requerimentos.
“O preço das commodities já ultrapassou os níveis médios de 2008. Mantida essa tendência, teremos um recorde”, prevê Miguel Nery, diretor do DNPM. Além do preço elevado, a discussão em torno de um novo marco regulatório para o setor mineral também contribui para estimular a corrida por novas áreas. Este mês, ao assumir o ministério das Minas e Energia, Edson Lobão reafirmou que a aprovação de um novo marco legal para o setor é prioridade do governo.
Para Wanderlan de Almeida, presidente da Serabi Mineração, empresa de prospecção mineral na região de Tapajós, em Mato Grosso, a mudança de regras gera incertezas, o que acaba estimulando as companhias a acelerarem seus pedidos para novas áreas no DNPM.
A previsão de recorde feita por Nery leva em conta apenas os dados coletados após a criação, em 1997, da Taxa Anual por Hectare (TAH), quando o governo estipulou um valor a ser pago por quem solicita autorização para pesquisa ou exploração mineral. Segundo ele, antes da TAH, as empresas requeriam muitas terras e ficavam “sentadas” nelas, sem pesquisar, por não haver custos envolvidos no processo.
O cenário positivo traçado por Nery para este ano leva em consideração o crescimento dos pedidos de áreas para pesquisa e exploração mineral em 2010. “No primeiro trimestre, a média dos requerimentos foi de 1,5 mil por mês. No segundo semestre, já foi de 2 mil”, lembra.

Consumo de biodiesel cresce no país

A mistura de biodiesel no óleo diesel já começa a surtir efeito positivo na balança comercial brasileira. No ano passado, o consumo obrigatório do produto estabelecido em 5% pelo governo (conhecido como programa B5) respondeu por cerca de 30% do volume total importado pelo Brasil de diesel para atender à demanda no país. Em 2009, essa proporção chegou a 50%, mas as importações do diesel foram bem menores, por conta da crise financeira global.
A expectativa é de que a dependência de importação de diesel no país recue aos poucos, até zerar nos próximos seis anos, considerando que a mistura do biodiesel no combustível aumente para 10% em 2014 e alcance 20% em 2020, além da instalação de novas refinarias no país pela Petrobras até 2017, segundo informações da estatal.
No ano passado, o consumo nacional de biodiesel totalizou 2,5 bilhões de litros, crescimento de 56% sobre 2009, reflexo da obrigatoriedade de utilização de 5% do produto no diesel estabelecida pelo governo no início de 2010, informou Sérgio Beltrão, diretor-executivo da Ubrabio (União Brasileiro de Biodiesel). Por conta dessa política, o país deixou de importar diretamente o mesmo volume consumido de diesel, evitando gastos diretos em torno de US$ 1,4 bilhão. Até 2008, a mistura era facultativa e começou com 2% em 2005.
Criado para ter o mesmo status que o Proálcool, que em meados dos anos 1970 revolucionou o mercado brasileiro de combustíveis, o programa de mistura do biodiesel, ainda que a passos lentos, começa a ganhar espaço.
No ano passado, o Brasil importou 9,1 bilhões de litros de diesel para suprir suas necessidades. Os gastos foram de US$ 5,131 bilhões, de acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic). O consumo total de diesel totalizou em 2010 cerca de 49,7 bilhões de litros, um aumento de 12,7% de acordo com estimativas do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). Esse salto no consumo, depois de dois anos de estagnação por conta da crise econômica mundial, ocorreu com a recuperação da economia nacional.

Indústrias investem para captar água das chuvas

No Polo Petroquímico de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, uma espécie de “piscinão” chama atenção por entre dutos, torres e chaminés. Além de reter efluentes industriais, o lugar está sendo preparado para acumular um produto estratégico: água da chuva. A “sopa” formada pela mistura dos líquidos será bombeada para uma estação de tratamento e reutilizada para diversos fins, como resfriamento de máquinas. “O objetivo é garantir a provisão de água e desonerar o abastecimento da população”, explica o engenheiro Sérgio Hortélio, da Braskem, coordenador do projeto.
Com investimento total de R$ 40,5 milhões em obras, equipamentos e tubulações, que se estenderão por 2 Km, a meta na primeira fase é fornecer ininterruptamente a partir do próximo ano 500 mil litros de água por hora para o polo – volume igual ao consumo de 100 mil habitantes. “Em 2013, atingiremos 900 mil litros, o suficiente para abastecer a cidade de Camaçari, onde estamos instalados”, diz Hortélio.
A água usada pela petroquímica para produzir etileno, propileno e outros insumos básicos é captada nos rios Joanes e Jacuípe, já castigados pelo estresse hídrico. De lá são bombeados 4,4 milhões de litros por hora, também destinados às demais indústrias do polo. “Não queremos depender dessa fonte cada vez mais utilizada pela população, inclusive da capital”, afirma o engenheiro. Ele completa: “passamos apertos na operação, durante os períodos de estiagem, quando as comportas da barragem que represa o rio precisavam ser abertas para abastecer Salvador”. Atualmente, a questão hídrica pesa na decisão de novos investimentos. O custo está cada vez mais alto e há poucas alternativas. “Explorar o lençol subterrâneo dentro de padrões sustentáveis é economicamente inviável na região.”
No Brasil, o consumo pelo setor industrial é de 69 mil litros por habitante ao ano, inferior ao índice chinês, de 71 mil litros. Os Estados Unidos chegam a 806 mil litros, segundo dados da Water Footprint Network, organização internacional que monitora a pegada hídrica das diferentes atividades econômicas.

Uso de resíduos ajuda a economizar energia

Reduzir o consumo de água, energia e emissões de carbono por meio de insumos provenientes de reciclagem são diferenciais competitivos para setores industriais que utilizam embalagens descartáveis. Estudo da Aluminum Association dos Estados Unidos indica que a produção de latas com material reciclado economiza 95% de energia em comparação aos que só utilizam matéria-prima de origem mineral (bauxita). A organização calcula em 44% a redução na pegada de carbono, a partir de critérios que consideram o consumo energético e o índice de reciclagem.
“Comparativamente com outros países, é grande o potencial para o corte de carbono em países como o Brasil, que usa fontes renováveis de energia”, diz Scott Kaufman, pesquisador da empresa Carbon Trust, com base nos resultados de um estudo encomendado pela Coca Cola britânica. No Brasil, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas) divulgou dados mostrando que a reciclagem de embalagens de alumínio consome quase metade da energia em relação ao registrado no reprocessamento de garrafas PET, para uma capacidade de envase de 1.000 litros.
Levantamento da PET Resin Association, tomando como base o uso de matéria-prima convencional, indica que o consumo de energia nesse tipo de plástico para acondicionar 2,8 litros de bebida é a metade do verificado para o alumínio. No caso das embalagens de vidro, para cada 10% de material reciclado nos fornos há uma redução de 4% no uso de energia.
O reaproveitamento de latas de aço promove uma economia de energia de 18%, na média nacional. No Nordeste, onde há campanhas mais incisivas para coleta do material, o consumo energético diminui 34%. Os dados foram calculados pelo Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), em Campinas, incorporando a energia necessária para a produção dos combustíveis e sua utilização em fornos, caldeiras e outros processos industriais, assim como o consumo no transporte e a eletricidade utilizada pelo sistema. (S.A.)

Consumo de biodiesel cresce no país

A mistura de biodiesel no óleo diesel já começa a surtir efeito positivo na balança comercial brasileira. No ano passado, o consumo obrigatório do produto estabelecido em 5% pelo governo (conhecido como programa B5) respondeu por cerca de 30% do volume total importado pelo Brasil de diesel para atender à demanda no país. Em 2009, essa proporção chegou a 50%, mas as importações do diesel foram bem menores, por conta da crise financeira global.
A expectativa é de que a dependência de importação de diesel no país recue aos poucos, até zerar nos próximos seis anos, considerando que a mistura do biodiesel no combustível aumente para 10% em 2014 e alcance 20% em 2020, além da instalação de novas refinarias no país pela Petrobras até 2017, segundo informações da estatal.
No ano passado, o consumo nacional de biodiesel totalizou 2,5 bilhões de litros, crescimento de 56% sobre 2009, reflexo da obrigatoriedade de utilização de 5% do produto no diesel estabelecida pelo governo no início de 2010, informou Sérgio Beltrão, diretor-executivo da Ubrabio (União Brasileiro de Biodiesel). Por conta dessa política, o país deixou de importar diretamente o mesmo volume consumido de diesel, evitando gastos diretos em torno de US$ 1,4 bilhão. Até 2008, a mistura era facultativa e começou com 2% em 2005.
Criado para ter o mesmo status que o Proálcool, que em meados dos anos 1970 revolucionou o mercado brasileiro de combustíveis, o programa de mistura do biodiesel, ainda que a passos lentos, começa a ganhar espaço.
No ano passado, o Brasil importou 9,1 bilhões de litros de diesel para suprir suas necessidades. Os gastos foram de US$ 5,131 bilhões, de acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic). O consumo total de diesel totalizou em 2010 cerca de 49,7 bilhões de litros, um aumento de 12,7% de acordo com estimativas do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). Esse salto no consumo, depois de dois anos de estagnação por conta da crise econômica mundial, ocorreu com a recuperação da economia nacional.

Indústrias investem para captar água das chuvas

No Polo Petroquímico de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, uma espécie de “piscinão” chama atenção por entre dutos, torres e chaminés. Além de reter efluentes industriais, o lugar está sendo preparado para acumular um produto estratégico: água da chuva. A “sopa” formada pela mistura dos líquidos será bombeada para uma estação de tratamento e reutilizada para diversos fins, como resfriamento de máquinas. “O objetivo é garantir a provisão de água e desonerar o abastecimento da população”, explica o engenheiro Sérgio Hortélio, da Braskem, coordenador do projeto.
Com investimento total de R$ 40,5 milhões em obras, equipamentos e tubulações, que se estenderão por 2 Km, a meta na primeira fase é fornecer ininterruptamente a partir do próximo ano 500 mil litros de água por hora para o polo – volume igual ao consumo de 100 mil habitantes. “Em 2013, atingiremos 900 mil litros, o suficiente para abastecer a cidade de Camaçari, onde estamos instalados”, diz Hortélio.
A água usada pela petroquímica para produzir etileno, propileno e outros insumos básicos é captada nos rios Joanes e Jacuípe, já castigados pelo estresse hídrico. De lá são bombeados 4,4 milhões de litros por hora, também destinados às demais indústrias do polo. “Não queremos depender dessa fonte cada vez mais utilizada pela população, inclusive da capital”, afirma o engenheiro. Ele completa: “passamos apertos na operação, durante os períodos de estiagem, quando as comportas da barragem que represa o rio precisavam ser abertas para abastecer Salvador”. Atualmente, a questão hídrica pesa na decisão de novos investimentos. O custo está cada vez mais alto e há poucas alternativas. “Explorar o lençol subterrâneo dentro de padrões sustentáveis é economicamente inviável na região.”
No Brasil, o consumo pelo setor industrial é de 69 mil litros por habitante ao ano, inferior ao índice chinês, de 71 mil litros. Os Estados Unidos chegam a 806 mil litros, segundo dados da Water Footprint Network, organização internacional que monitora a pegada hídrica das diferentes atividades econômicas.