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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Exame de rotina pode antecipar diagnóstico de câncer de próstata

Indicador chamado PSA está relacionado ao risco de tumores no futuro.
Pessoas com baixo risco poderão fazer exame com menos frequência

Um exame de rotina da próstata pode ser usado também para prever os riscos de desenvolvimento da doença. O antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês) é um indicador medido no exame de sangue. Quando seu nível fica alto, é sinal de que alguma coisa está errada com a próstata; pode ser algum tumor ou qualquer tipo de inflamação no órgão.

Depois de acompanhar a maior parte da população masculina da cidade de Malmö, na Suécia, por mais de 30 anos, um grupo de pesquisadores chegou a uma nova conclusão sobre o PSA. O trabalho foi publicado pela revista “Cancer”.
info próstata (Foto: Editoria de Arte / G1)
Antes, ele era visto como absoluto. Se o exame de sangue indicasse um valor maior que 2,5 ng/mL, o paciente era incluído no grupo de risco e encaminhado para outros testes. Caso contrário, era liberado até o próximo exame periódico.
Com a nova pesquisa, o indicador pode ser usado para medir o risco de câncer. Com o nível de PSA em 1,46 ng/mL, 18% dos pacientes apresentaram a doença em algum momento, ao longo do estudo. Quando o indicador foi de 0,28 ng/mL, apenas 2,5% desenvolveram câncer.
“A gente não usava o exame nesse sentido”, afirmou o urologista Daher Chade, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, da Faculdade de Medicina da USP e do Hospital Sírio-Libanês. “Agora a gente consegue estimar quem vai ter câncer, isso é muito diferente”, comemorou o médico.
Para ele, o exame de toque, que afasta muitos pacientes, tende a ser mais raro com os avanços da medicina. Ele não vai desaparecer, mas se tornará mais “seletivo” em breve. “Primeiro a gente faz os exames de sangue para ver se o toque será necessário. Serão exames de triagem”, explicou. Assim, quem tiver baixo risco de câncer pode fazer exames mais esparsos.
“Não é perfeito, mas é o que temos de melhor”
Para Gustavo Guimarães, oncologista e diretor do núcleo de urologia do Hospital A.C. Camargo, o grande mérito da pesquisa é reafirmar a importância do PSA. Segundo ele, vários países não recomendam o exame.
O PSA não indica somente o câncer, ele mostra que há alguma irregularidade na próstata. Quaisquer inflamações, ou mesmo tumores que não são tão perigosos, levam a novos exames – que podem, inclusive, fazer mal. Por isso, segundo alguns médicos, pode criar falsos alarmes nos pacientes e levá-los ao pânico.
“O PSA não é perfeito, mas é o que temos de melhor”, concluiu o médico. Para ele, o indicador ainda não é tão bem usado como deveria pelos médicos, mas isso jamais seria motivo para deixar de usá-lo, e por isso a pesquisa traz uma colaboração importante para a urologia.

Exame de rotina pode antecipar diagnóstico de câncer de próstata

Indicador chamado PSA está relacionado ao risco de tumores no futuro.
Pessoas com baixo risco poderão fazer exame com menos frequência

Um exame de rotina da próstata pode ser usado também para prever os riscos de desenvolvimento da doença. O antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês) é um indicador medido no exame de sangue. Quando seu nível fica alto, é sinal de que alguma coisa está errada com a próstata; pode ser algum tumor ou qualquer tipo de inflamação no órgão.

Depois de acompanhar a maior parte da população masculina da cidade de Malmö, na Suécia, por mais de 30 anos, um grupo de pesquisadores chegou a uma nova conclusão sobre o PSA. O trabalho foi publicado pela revista “Cancer”.
info próstata (Foto: Editoria de Arte / G1)
Antes, ele era visto como absoluto. Se o exame de sangue indicasse um valor maior que 2,5 ng/mL, o paciente era incluído no grupo de risco e encaminhado para outros testes. Caso contrário, era liberado até o próximo exame periódico.
Com a nova pesquisa, o indicador pode ser usado para medir o risco de câncer. Com o nível de PSA em 1,46 ng/mL, 18% dos pacientes apresentaram a doença em algum momento, ao longo do estudo. Quando o indicador foi de 0,28 ng/mL, apenas 2,5% desenvolveram câncer.
“A gente não usava o exame nesse sentido”, afirmou o urologista Daher Chade, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, da Faculdade de Medicina da USP e do Hospital Sírio-Libanês. “Agora a gente consegue estimar quem vai ter câncer, isso é muito diferente”, comemorou o médico.
Para ele, o exame de toque, que afasta muitos pacientes, tende a ser mais raro com os avanços da medicina. Ele não vai desaparecer, mas se tornará mais “seletivo” em breve. “Primeiro a gente faz os exames de sangue para ver se o toque será necessário. Serão exames de triagem”, explicou. Assim, quem tiver baixo risco de câncer pode fazer exames mais esparsos.
“Não é perfeito, mas é o que temos de melhor”
Para Gustavo Guimarães, oncologista e diretor do núcleo de urologia do Hospital A.C. Camargo, o grande mérito da pesquisa é reafirmar a importância do PSA. Segundo ele, vários países não recomendam o exame.
O PSA não indica somente o câncer, ele mostra que há alguma irregularidade na próstata. Quaisquer inflamações, ou mesmo tumores que não são tão perigosos, levam a novos exames – que podem, inclusive, fazer mal. Por isso, segundo alguns médicos, pode criar falsos alarmes nos pacientes e levá-los ao pânico.
“O PSA não é perfeito, mas é o que temos de melhor”, concluiu o médico. Para ele, o indicador ainda não é tão bem usado como deveria pelos médicos, mas isso jamais seria motivo para deixar de usá-lo, e por isso a pesquisa traz uma colaboração importante para a urologia.

Defeito em proteína pode ser uma das causas de infertilidade masculina

Defeito genético não é detectável por exames normais.
Espermatozoide fica impossibilitado de alcançar o óvulo.

Espermatozóides normais são capazes de alcançar e fecundar o óvulo  (Foto: Ted Tollner/UC Davis)Espermatozoides normais são capazes de
alcançar e fecundar o óvulo (Foto:
Ted Tollner/UC Davis)
A infertilidade masculina pode ser causada por uma perda de proteína no esperma, de acordo com um estudo divulgado nesta semana. O defeito é genético e impede os espermatozoides de alcançarem o óvulo da mulher.

Pelo menos metade dos casos de infertilidade em casais tem suas causas no homem. Em 70% dos homens inférteis o problema não está nem na quantidade nem na qualidade dos espermatozoides.
Para fecundar um óvulo, o espermatozoide precisa evitar o sistema de defesa do organismo da mulher – para que ele não o reconheça como um “intruso” e o destrua. Passar com segurança por todo o trajeto é responsabilidade de uma proteína chamada “DEFB126”.
Imagem de espermatozóides com o defeito genético (Foto: Ted Tollner/UC Davis) 
Imagem de espermatozóides com o defeito
genético (Foto: Ted Tollner/UC Davis)
Agora, a equipe liderada por Gary Cherr, da Universidade da Califórnia em Davis, afirma que parte dos homens possui um defeito no gene que controla a produção dessa proteína e a impede de fazer seu trabalho.
De acordo com o trabalho, metade da população masculina possui ao menos uma cópia do gene com defeito; um quarto possui duas cópias. E mais: os exames normais de infertilidade não detectam o problema.
A descoberta pode render novas formas de diagnosticar e tratar a infertilidade, segundo os pesquisadores.

Defeito em proteína pode ser uma das causas de infertilidade masculina

Defeito genético não é detectável por exames normais.
Espermatozoide fica impossibilitado de alcançar o óvulo.

Espermatozóides normais são capazes de alcançar e fecundar o óvulo  (Foto: Ted Tollner/UC Davis)Espermatozoides normais são capazes de
alcançar e fecundar o óvulo (Foto:
Ted Tollner/UC Davis)
A infertilidade masculina pode ser causada por uma perda de proteína no esperma, de acordo com um estudo divulgado nesta semana. O defeito é genético e impede os espermatozoides de alcançarem o óvulo da mulher.

Pelo menos metade dos casos de infertilidade em casais tem suas causas no homem. Em 70% dos homens inférteis o problema não está nem na quantidade nem na qualidade dos espermatozoides.
Para fecundar um óvulo, o espermatozoide precisa evitar o sistema de defesa do organismo da mulher – para que ele não o reconheça como um “intruso” e o destrua. Passar com segurança por todo o trajeto é responsabilidade de uma proteína chamada “DEFB126”.
Imagem de espermatozóides com o defeito genético (Foto: Ted Tollner/UC Davis) 
Imagem de espermatozóides com o defeito
genético (Foto: Ted Tollner/UC Davis)
Agora, a equipe liderada por Gary Cherr, da Universidade da Califórnia em Davis, afirma que parte dos homens possui um defeito no gene que controla a produção dessa proteína e a impede de fazer seu trabalho.
De acordo com o trabalho, metade da população masculina possui ao menos uma cópia do gene com defeito; um quarto possui duas cópias. E mais: os exames normais de infertilidade não detectam o problema.
A descoberta pode render novas formas de diagnosticar e tratar a infertilidade, segundo os pesquisadores.

domingo, 24 de julho de 2011

Pacientes terão acompanhamento do 'cartão saúde' a partir de 2012

O cartão vai propiciar que pacientes de outros estados sejam atendidos sem prejuízos a governos e prefeituras.

 
Os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) terão a base de seu histórico de atendimento acompanhado por qualquer Unidade de Saúde em território nacional, a partir de 2012. A medida vai beneficiar estados e municípios no controle de recursos destinados à saúde.
O Piauí é um dos mais prejudicados em relação ao atendimento médico-hospitalar a pacientes de outros estados. Em muitos casos, os recursos que deveriam vir acabam ficando no estado onde o paciente reside. O cartão também vai auxiliar a sequência ao seu tratamento, restabelecimento da saúde e promoção da qualidade de vida do usuário. Cada pessoa que se consultar pelo SUS receberá um número único válido em todo o território nacional.

A secretária estadual da Saúde, Lilian Martins, ressaltou que a medida vem sanar vários problemas relativos aos serviços do Sistema Único de Saúde. “Por ano, o Governo gasta em torno de R$ 19 milhões com pacientes oriundos de outros estados e, com esse novo mecanismo, poderemos ter esse valor ressarcido para investimento na própria saúde”, esclareceu.

Com a nova portaria do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial nessa quinta-feira (21), o número do Cartão Nacional de Saúde (CNS) será obrigatório para que instituições de saúde realizem procedimentos ambulatoriais e hospitalares pelo SUS.

Além disso, o documento determina que os profissionais de saúde registrem os contatos do paciente para que a Ouvidoria do SUS possa, por exemplo, estabelecer um acompanhamento da satisfação do usuário. Os profissionais de saúde deverão incluir na ficha de registro de procedimentos ambulatoriais e hospitalares o endereço eletrônico e o telefone dos pacientes.

Além de aperfeiçoar a identificação dos usuários, estes dados ajudarão o Ministério da Saúde e a Secretarias da Saúde dos Estados a monitorar os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde.

Entre janeiro e março de 2012, todos os formulários de Autorização de Internação Hospitalar (AIH) ou de Procedimento Ambulatorial (Apac), além do Boletim de Produção Ambulatorial Individualizada (BPA-I), conterão um campo próprio para o número do Cartão. O prazo foi estabelecido para dar tempo aos gestores organizarem e estruturarem suas redes de atendimento.

Pacientes terão acompanhamento do 'cartão saúde' a partir de 2012

O cartão vai propiciar que pacientes de outros estados sejam atendidos sem prejuízos a governos e prefeituras.

 
Os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) terão a base de seu histórico de atendimento acompanhado por qualquer Unidade de Saúde em território nacional, a partir de 2012. A medida vai beneficiar estados e municípios no controle de recursos destinados à saúde.
O Piauí é um dos mais prejudicados em relação ao atendimento médico-hospitalar a pacientes de outros estados. Em muitos casos, os recursos que deveriam vir acabam ficando no estado onde o paciente reside. O cartão também vai auxiliar a sequência ao seu tratamento, restabelecimento da saúde e promoção da qualidade de vida do usuário. Cada pessoa que se consultar pelo SUS receberá um número único válido em todo o território nacional.

A secretária estadual da Saúde, Lilian Martins, ressaltou que a medida vem sanar vários problemas relativos aos serviços do Sistema Único de Saúde. “Por ano, o Governo gasta em torno de R$ 19 milhões com pacientes oriundos de outros estados e, com esse novo mecanismo, poderemos ter esse valor ressarcido para investimento na própria saúde”, esclareceu.

Com a nova portaria do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial nessa quinta-feira (21), o número do Cartão Nacional de Saúde (CNS) será obrigatório para que instituições de saúde realizem procedimentos ambulatoriais e hospitalares pelo SUS.

Além disso, o documento determina que os profissionais de saúde registrem os contatos do paciente para que a Ouvidoria do SUS possa, por exemplo, estabelecer um acompanhamento da satisfação do usuário. Os profissionais de saúde deverão incluir na ficha de registro de procedimentos ambulatoriais e hospitalares o endereço eletrônico e o telefone dos pacientes.

Além de aperfeiçoar a identificação dos usuários, estes dados ajudarão o Ministério da Saúde e a Secretarias da Saúde dos Estados a monitorar os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde.

Entre janeiro e março de 2012, todos os formulários de Autorização de Internação Hospitalar (AIH) ou de Procedimento Ambulatorial (Apac), além do Boletim de Produção Ambulatorial Individualizada (BPA-I), conterão um campo próprio para o número do Cartão. O prazo foi estabelecido para dar tempo aos gestores organizarem e estruturarem suas redes de atendimento.

sábado, 23 de julho de 2011

SUS-SP deverá fornecer medicamentos menos agressivos a crianças diabéticas

Decisão inclui a disponibilidade de agulhas menores, que facilitam a aplicação do remédio

SÃO PAULO - A Justiça concedeu uma liminar, em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal, que obriga Sistema Único de Saúde, em todo o Estado de São Paulo, a fornecer insumos e medicamentos menos agressivos a crianças diabéticas.


O SUS terá o prazo de 30 dias, após tomar ciência da decisão, para passar a fornecer os medicamentos e insumos. Em caso de descumprimento, está prevista multa diária de R$ 1 mil.
Segundo o MPF, a liminar, do juiz federal Danilo Almasi Vieira Santos, da 10ª Vara Federal Cível de São Paulo, obriga o SUS a fornecer o medicamento insulina Glargina, bem como os respectivos insumos necessários ao tratamento de crianças e adolescentes portadores de diabetes mellitus, especialmente, agulhas curtas de 5 mm de comprimento e canetas aplicadoras de insulina.
A ação foi ajuizada em setembro de 2010 pelo MPF, contra o SUS, para garantir meios necessários e menos dolorosos para o tratamento de diabetes mellitus nas crianças e adolescentes. A quantidade de injeções aplicadas varia entre 1 e 4 por dia.
Conforme apurado em inquérito civil público de 2007, apesar de oferecer tratamento para o controle de diabetes, o Estado tem se restringido a fornecer as insulinas Regular e NPH e agulhas de 8 a 12 mm. A insulina correspondente, a Glargina, apresenta ação rápida e seu efeito no organismo é superior a 24 horas e uma dose desta insulina corresponde a duas doses da NPH. O fornecimento da Glargina proporcionaria menor sofrimento, em virtude da menor quantidade de aplicações.
O uso da agulha longa (acima de 8 mm) em crianças e adolescentes magros, pode ainda fazer com que a insulina seja aplicada no músculo, causando hipoglicemia logo após a aplicação, resultando em suores, tremedeiras, tontura, sensação de fraqueza, bem como hiperglicemia tardia, além de sangramento e dor. O mais adequado é o uso da agulha de 5 mm, dada a fragilidade da estrutura corpórea destes pacientes. Além das agulhas curtas, o uso das canetas aplicadoras também é menos doloroso.

SUS-SP deverá fornecer medicamentos menos agressivos a crianças diabéticas

Decisão inclui a disponibilidade de agulhas menores, que facilitam a aplicação do remédio

SÃO PAULO - A Justiça concedeu uma liminar, em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal, que obriga Sistema Único de Saúde, em todo o Estado de São Paulo, a fornecer insumos e medicamentos menos agressivos a crianças diabéticas.


O SUS terá o prazo de 30 dias, após tomar ciência da decisão, para passar a fornecer os medicamentos e insumos. Em caso de descumprimento, está prevista multa diária de R$ 1 mil.
Segundo o MPF, a liminar, do juiz federal Danilo Almasi Vieira Santos, da 10ª Vara Federal Cível de São Paulo, obriga o SUS a fornecer o medicamento insulina Glargina, bem como os respectivos insumos necessários ao tratamento de crianças e adolescentes portadores de diabetes mellitus, especialmente, agulhas curtas de 5 mm de comprimento e canetas aplicadoras de insulina.
A ação foi ajuizada em setembro de 2010 pelo MPF, contra o SUS, para garantir meios necessários e menos dolorosos para o tratamento de diabetes mellitus nas crianças e adolescentes. A quantidade de injeções aplicadas varia entre 1 e 4 por dia.
Conforme apurado em inquérito civil público de 2007, apesar de oferecer tratamento para o controle de diabetes, o Estado tem se restringido a fornecer as insulinas Regular e NPH e agulhas de 8 a 12 mm. A insulina correspondente, a Glargina, apresenta ação rápida e seu efeito no organismo é superior a 24 horas e uma dose desta insulina corresponde a duas doses da NPH. O fornecimento da Glargina proporcionaria menor sofrimento, em virtude da menor quantidade de aplicações.
O uso da agulha longa (acima de 8 mm) em crianças e adolescentes magros, pode ainda fazer com que a insulina seja aplicada no músculo, causando hipoglicemia logo após a aplicação, resultando em suores, tremedeiras, tontura, sensação de fraqueza, bem como hiperglicemia tardia, além de sangramento e dor. O mais adequado é o uso da agulha de 5 mm, dada a fragilidade da estrutura corpórea destes pacientes. Além das agulhas curtas, o uso das canetas aplicadoras também é menos doloroso.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Brasil será sede permanente do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde


Pró-ISAGS funcionará no Rio de Janeiro e se dedicará a encontrar soluções para os
problemas de saúde dos 12 países da região


O Brasil passa a sediar, a partir de cerimônia com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (25), uma nova instituição internacional da área da saúde: o Pró-Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (Pró-ISAGS), cuja sede funcionará no Centro do Rio de Janeiro. Fruto da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o principal objetivo do Pró-ISAGS é promover o intercâmbio, a reflexão crítica, a gestão do conhecimento e a geração de inovações no campo da política e governança da saúde, colocando à disposição dos Ministérios da Saúde da América do Sul as melhores práticas e evidências para qualificar a administração no setor.

A Unasul tem o objetivo de fortalecer a democracia e à busca de soluções compartilhadas para os problemas dos países da região. O Pró-ISAGS terá como diretor-executivo, durante os próximos três anos, o ex-ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão. A conferência inaugural do Pró-ISAGS será feita pela Secretária-Geral da Unasul, Maria Emma Mejía, que falará sobre o tema A Unasul e os desafios da integração regional.

Nos quatro dias seguintes à inauguração, especialistas dos 12 países integrantes da Unasul participarão da oficina em que será discutido o tema Sistemas de Saúde da América do Sul: desafios para a universalidade, integralidade e equidade. Neste encontro, estará em debate o mais completo perfil, feito até agora, sobre a saúde na Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. Pretende-se, assim, propiciar um intercâmbio de conhecimentos e reflexão sistemática sobre os sistemas de saúde de cada um dos países-membro da Unasul, com a identificação de pontos fortes e debilidades, de forma a permitir o desenvolvimento de linhas de cooperação e trabalho para o Pró-ISAGS.

Para elaborar esse perfil da saúde na América do Sul, os especialistas responderam a um abrangente questionário, cujas mais de 80 perguntas orientadoras foram elaboradas por profissionais destacados nos diversos setores da conjuntura da saúde. As perguntas abrangem os 11 eixos transversais mais importantes da estruturação da área da saúde, entre os quais estão direitos sociais e saúde; estrutura e organização; universalidade, integralidade e equidade; modelos de financiamento e a macrogestão. Também serão abordados a ação sobre os determinantes sociais, os insumos estratégicos para a saúde (como medicamentos e vacinas) e investigação e inovação em saúde.

A matriz metodológica, que foi validada pelos 12 países-membro da Unasul, também privilegia os indicadores demográficos e socioeconômicos, relativos aos gastos com a saúde e à cobertura, a capacidade instalada na área de assistência, ambulatorial e hospitalar, sem deixar de lado a formação de recursos humanos, considerada prioritária pelo Pró-ISAGS.

As respostas dadas a essa matriz servirão de apoio técnico para o Pró-ISAGS por em prática o Plano Quinquenal do Conselho de Saúde Sul-Americano, e que privilegiará as seguintes dimensões do setor: Vigilância Epidemiológica, Desenvolvimento de Sistemas de Saúde Universais, Acesso Universal a Medicamentos, Promoção da Saúde e Ação Sobre os Determinantes Sociais e Desenvolvimento e Gestão de Recursos Humanos em Saúde.

Até o final de 2011 e primeiro semestre de 2012, quatro novas oficinas serão realizadas pelo Pró-ISAGS, para debater questões específicas sobre Vigilância Epidemiológica, Vigilância em Saúde, Determinantes Sociais da Saúde e Diplomacia da Saúde.

Brasil será sede permanente do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde


Pró-ISAGS funcionará no Rio de Janeiro e se dedicará a encontrar soluções para os
problemas de saúde dos 12 países da região


O Brasil passa a sediar, a partir de cerimônia com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (25), uma nova instituição internacional da área da saúde: o Pró-Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (Pró-ISAGS), cuja sede funcionará no Centro do Rio de Janeiro. Fruto da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o principal objetivo do Pró-ISAGS é promover o intercâmbio, a reflexão crítica, a gestão do conhecimento e a geração de inovações no campo da política e governança da saúde, colocando à disposição dos Ministérios da Saúde da América do Sul as melhores práticas e evidências para qualificar a administração no setor.

A Unasul tem o objetivo de fortalecer a democracia e à busca de soluções compartilhadas para os problemas dos países da região. O Pró-ISAGS terá como diretor-executivo, durante os próximos três anos, o ex-ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão. A conferência inaugural do Pró-ISAGS será feita pela Secretária-Geral da Unasul, Maria Emma Mejía, que falará sobre o tema A Unasul e os desafios da integração regional.

Nos quatro dias seguintes à inauguração, especialistas dos 12 países integrantes da Unasul participarão da oficina em que será discutido o tema Sistemas de Saúde da América do Sul: desafios para a universalidade, integralidade e equidade. Neste encontro, estará em debate o mais completo perfil, feito até agora, sobre a saúde na Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. Pretende-se, assim, propiciar um intercâmbio de conhecimentos e reflexão sistemática sobre os sistemas de saúde de cada um dos países-membro da Unasul, com a identificação de pontos fortes e debilidades, de forma a permitir o desenvolvimento de linhas de cooperação e trabalho para o Pró-ISAGS.

Para elaborar esse perfil da saúde na América do Sul, os especialistas responderam a um abrangente questionário, cujas mais de 80 perguntas orientadoras foram elaboradas por profissionais destacados nos diversos setores da conjuntura da saúde. As perguntas abrangem os 11 eixos transversais mais importantes da estruturação da área da saúde, entre os quais estão direitos sociais e saúde; estrutura e organização; universalidade, integralidade e equidade; modelos de financiamento e a macrogestão. Também serão abordados a ação sobre os determinantes sociais, os insumos estratégicos para a saúde (como medicamentos e vacinas) e investigação e inovação em saúde.

A matriz metodológica, que foi validada pelos 12 países-membro da Unasul, também privilegia os indicadores demográficos e socioeconômicos, relativos aos gastos com a saúde e à cobertura, a capacidade instalada na área de assistência, ambulatorial e hospitalar, sem deixar de lado a formação de recursos humanos, considerada prioritária pelo Pró-ISAGS.

As respostas dadas a essa matriz servirão de apoio técnico para o Pró-ISAGS por em prática o Plano Quinquenal do Conselho de Saúde Sul-Americano, e que privilegiará as seguintes dimensões do setor: Vigilância Epidemiológica, Desenvolvimento de Sistemas de Saúde Universais, Acesso Universal a Medicamentos, Promoção da Saúde e Ação Sobre os Determinantes Sociais e Desenvolvimento e Gestão de Recursos Humanos em Saúde.

Até o final de 2011 e primeiro semestre de 2012, quatro novas oficinas serão realizadas pelo Pró-ISAGS, para debater questões específicas sobre Vigilância Epidemiológica, Vigilância em Saúde, Determinantes Sociais da Saúde e Diplomacia da Saúde.

Parceria leva combate das hepatites aos caminhoneiros


Ações integradas entre o Ministério da Saúde e o Sest/Senat têm o objetivo de vacinar, orientar, diagnosticar e tratar a doença no setor de transporte
O Sistema Único de Saúde passará a oferecer aos profissionais do setor de transportes vacinas contra hepatite B, testes rápidos para as hepatites B e C e para HIV e preservativos para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. A iniciativa está prevista em acordo de cooperação entre o Ministério da Saúde e o Serviço Social do Transporte (Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), a ser assinado, neste sábado, durante a 22ª edição da Feira do Caminhoneiro, em Guarulhos (SP), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo presidente do Sest/Senat, Clésio Soares de Andrade.

Os profissionais de saúde das duas instituições serão capacitados por técnicos do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde para realizar as ações de prevenção e testagem entre os trabalhadores do transporte. As ações chegarão aos caminhoneiros por meio dos 138 pontos do Sest/Senat espalhados pelo Brasil, beneficiando caminhoneiros, seus familiares e comunidades próximas às unidades.
“A parceria faz parte de uma série de atividades voltadas ao mundo do trabalho para expandir as ações de prevenção, assistência e controle das DST, aids e hepatites virais”, destaca o ministro Alexandre Padilha.

No último dia 18, foi instituído novo protocolo para hepatite C, permitindo a ampliação do uso de interferon peguilado – por ser aplicado uma vez por semana, é mais confortável para o paciente que a apresentação convencional, que necessita de três doses semanais – e a dispensa de biópsia para início do tratamento em alguns casos. O novo protocolo extingue a necessidade de autorização do comitê técnico estadual para prorrogar o tratamento de 48 para 72 semanas, bastando indicação médica. A medida beneficia diretamente pacientes que têm resposta mais lenta ao tratamento.

Outra mudança no enfrentamento às hepatites é o início, a partir de agosto, de oferta de testes rápidos para diagnóstico de hepatites B e C. Os resultados ficarão prontos em 30 minutos e contarão com investimentos de R$ 10,6 milhões, do Ministério da Saúde, para a aquisição de 3,6 milhões de testes. Inicialmente, serão oferecidos nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) das capitais e, posteriormente, estendidos às unidades básicas de saúde.

Feira do Caminhoneiro - A Feira do Caminhoneiro é programada, anualmente, no período em que se comemora o Dia do Caminhoneiro (25 de julho). A edição desse ano será realizada de 23 a 25 de julho. Além de atividades culturais, teste drive de caminhões e serviços em geral, os caminhoneiros terão a oportunidade de visitar o estande do Fique Sabendo, do Ministério da Saúde. Lá, poderão fazer o teste rápido anti-HIV e receber a primeira dose da vacina para a hepatite B. Estima-se que 50 mil pessoas vão passar pela Feira do Caminhoneiro durante os três dias de evento.

Sobre as hepatites - As hepatites virais são doenças silenciosas, que não apresentam sintomas. Elas são graves, podem provocar cirrose e câncer. Se não forem tratadas podem até matar. O Sistema Único de Saúde oferta cinco medicamentos para a hepatite B (interferon, ribavirina, tenofovir, entecavir e adefovir) e dois para hepatite (interferon e ribavirina).

Em 2009, foram confirmados 14.601 casos de hepatite B e 9.747 de hepatite C, em todo o país. Os estados da Região Norte apresentaram as taxas mais elevadas de hepatite B e, os estados das regiões Sudeste e Sul, apresentaram o maior índice de hepatite C.

Parceria leva combate das hepatites aos caminhoneiros


Ações integradas entre o Ministério da Saúde e o Sest/Senat têm o objetivo de vacinar, orientar, diagnosticar e tratar a doença no setor de transporte
O Sistema Único de Saúde passará a oferecer aos profissionais do setor de transportes vacinas contra hepatite B, testes rápidos para as hepatites B e C e para HIV e preservativos para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. A iniciativa está prevista em acordo de cooperação entre o Ministério da Saúde e o Serviço Social do Transporte (Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), a ser assinado, neste sábado, durante a 22ª edição da Feira do Caminhoneiro, em Guarulhos (SP), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo presidente do Sest/Senat, Clésio Soares de Andrade.

Os profissionais de saúde das duas instituições serão capacitados por técnicos do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde para realizar as ações de prevenção e testagem entre os trabalhadores do transporte. As ações chegarão aos caminhoneiros por meio dos 138 pontos do Sest/Senat espalhados pelo Brasil, beneficiando caminhoneiros, seus familiares e comunidades próximas às unidades.
“A parceria faz parte de uma série de atividades voltadas ao mundo do trabalho para expandir as ações de prevenção, assistência e controle das DST, aids e hepatites virais”, destaca o ministro Alexandre Padilha.

No último dia 18, foi instituído novo protocolo para hepatite C, permitindo a ampliação do uso de interferon peguilado – por ser aplicado uma vez por semana, é mais confortável para o paciente que a apresentação convencional, que necessita de três doses semanais – e a dispensa de biópsia para início do tratamento em alguns casos. O novo protocolo extingue a necessidade de autorização do comitê técnico estadual para prorrogar o tratamento de 48 para 72 semanas, bastando indicação médica. A medida beneficia diretamente pacientes que têm resposta mais lenta ao tratamento.

Outra mudança no enfrentamento às hepatites é o início, a partir de agosto, de oferta de testes rápidos para diagnóstico de hepatites B e C. Os resultados ficarão prontos em 30 minutos e contarão com investimentos de R$ 10,6 milhões, do Ministério da Saúde, para a aquisição de 3,6 milhões de testes. Inicialmente, serão oferecidos nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) das capitais e, posteriormente, estendidos às unidades básicas de saúde.

Feira do Caminhoneiro - A Feira do Caminhoneiro é programada, anualmente, no período em que se comemora o Dia do Caminhoneiro (25 de julho). A edição desse ano será realizada de 23 a 25 de julho. Além de atividades culturais, teste drive de caminhões e serviços em geral, os caminhoneiros terão a oportunidade de visitar o estande do Fique Sabendo, do Ministério da Saúde. Lá, poderão fazer o teste rápido anti-HIV e receber a primeira dose da vacina para a hepatite B. Estima-se que 50 mil pessoas vão passar pela Feira do Caminhoneiro durante os três dias de evento.

Sobre as hepatites - As hepatites virais são doenças silenciosas, que não apresentam sintomas. Elas são graves, podem provocar cirrose e câncer. Se não forem tratadas podem até matar. O Sistema Único de Saúde oferta cinco medicamentos para a hepatite B (interferon, ribavirina, tenofovir, entecavir e adefovir) e dois para hepatite (interferon e ribavirina).

Em 2009, foram confirmados 14.601 casos de hepatite B e 9.747 de hepatite C, em todo o país. Os estados da Região Norte apresentaram as taxas mais elevadas de hepatite B e, os estados das regiões Sudeste e Sul, apresentaram o maior índice de hepatite C.

Brasileiros têm assistência médica gratuita na rede pública de cinco países


Para ter direito ao benefício, viajantes precisam ser contribuintes do INSS e obter certificado emitido pelo Ministério da Saúde
O Brasil passa a sediar, nesta segunda-feira (25), uma nova instituição internacional da área da saúde: o Pró-Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (Pró-ISAGS), cuja sede funcionará no Centro do Rio de Janeiro. A cerimônia de lançamento contará presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Fruto da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o principal objetivo do Pró-ISAGS é promover o intercâmbio, a reflexão crítica, a gestão do conhecimento e a geração de inovações no campo da política e governança da saúde, colocando à disposição dos Ministérios da Saúde da América do Sul as melhores práticas e evidências para qualificar a administração no setor.Para usufruir do benefício, o viajante precisa portar o Certificado de Direito à Assistência Médica (CDAM), emitido gratuitamente pelo Ministério da Saúde. O documento oferece assistência farmacêutica, odontológica, ambulatorial e hospitalar na rede pública do país visitado, como se o viajante fosse um morador local.

Os interessados devem apresentar o passaporte e os três últimos comprovantes de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – guias de recolhimento ou carteira de trabalho e os três últimos contracheques. Para obter o certificado dos dependentes, é preciso apresentar certidão de casamento e de nascimento dos filhos, além dos passaportes.

Neste ano, o Ministério da Saúde emitiu 8.837 Certificados de Direito à Assistência Médica, até 20 de julho. No ano passado, foram 19.085. Os estados que mais demandaram estas solicitações em 2010 foram São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais. Quanto aos destinos, destacam-se Portugal e Itália.

Brasileiros têm assistência médica gratuita na rede pública de cinco países


Para ter direito ao benefício, viajantes precisam ser contribuintes do INSS e obter certificado emitido pelo Ministério da Saúde
O Brasil passa a sediar, nesta segunda-feira (25), uma nova instituição internacional da área da saúde: o Pró-Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (Pró-ISAGS), cuja sede funcionará no Centro do Rio de Janeiro. A cerimônia de lançamento contará presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Fruto da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o principal objetivo do Pró-ISAGS é promover o intercâmbio, a reflexão crítica, a gestão do conhecimento e a geração de inovações no campo da política e governança da saúde, colocando à disposição dos Ministérios da Saúde da América do Sul as melhores práticas e evidências para qualificar a administração no setor.Para usufruir do benefício, o viajante precisa portar o Certificado de Direito à Assistência Médica (CDAM), emitido gratuitamente pelo Ministério da Saúde. O documento oferece assistência farmacêutica, odontológica, ambulatorial e hospitalar na rede pública do país visitado, como se o viajante fosse um morador local.

Os interessados devem apresentar o passaporte e os três últimos comprovantes de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – guias de recolhimento ou carteira de trabalho e os três últimos contracheques. Para obter o certificado dos dependentes, é preciso apresentar certidão de casamento e de nascimento dos filhos, além dos passaportes.

Neste ano, o Ministério da Saúde emitiu 8.837 Certificados de Direito à Assistência Médica, até 20 de julho. No ano passado, foram 19.085. Os estados que mais demandaram estas solicitações em 2010 foram São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais. Quanto aos destinos, destacam-se Portugal e Itália.

Respeito à medicina tradicional indígena é discutido em seminário em Florianópolis


A idéia é que, até o final do ano, seja elaborado um projeto para qualificação de profissionais de saúde que atendam população indígena

ASCOM/MS
Implantar o cuidado integral à saúde dos povos indígenas observando as práticas e os cuidados da medicina tradicional. Esse foi o desafio apontado pela diretora de Atenção à Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Irânia Marques, nesta sexta-feira (22), em Florianópolis, durante o primeiro Seminário Sul/Sudeste de Saúde Indígena Subsistema de Atenção à Saúde Indígena: onde estamos e para onde vamos. “Temos que entender a importância dos pajés, da parteira tradicional, dos xamãs e dos curandeiros na prática da medicina no dia-a-dia”, ressaltou.

Segundo a diretora, até o final do ano a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) elaborará um projeto para qualificação de profissionais de saúde para garantir o respeito às especificidades culturais. “Nós temos realmente que avançar para que não apenas as equipes multidisciplinares tenham esse treinamento, mas também as equipes que são referências para saúde indígena nas maternidades e nos hospitais”, afirmou.

Irânia Marques diz que o conhecimento dos pajés, o trabalho de orações e rituais tradicionais podem somar forças ao tratamento e cura do paciente, uma vez que na cultura indígena o pajé é o responsável pela saúde espiritual e física da tribo. “Não é só não aceitar. Nós, não indígenas, precisamos conhecer para dialogar, criar e elaborar uma nova prática. Temos que qualificar a nossa equipe para que a gente institucionalize e garanta a prática e as medicinas tradicionais. Não pode ser um favor, tem que ser uma política”, destacou.

O Pajé Karaí Tatãe, 94 anos, da etnia Guarani, de Paraty(RJ), lembra da importância da prática religiosa tradicional em conjunto com o tratamento médico no momento do atendimento ao indígena enfermo. “Nós, os Pajés, temos a hora para trabalhar a ‘Pajelança’ (ritual religioso indígena). A gente pede permissão para o médico com o objetivo de ficar sozinho com a pessoa doente por algumas horas. Depois ele pode retornar e continuar a assistência médica”, destacou.

A pajelança é um termo genérico aplicado às diversas manifestações religiosas dos mais de 220 povos indígenas brasileiros. O termo refere-se aos rituais nos quais um pajé ou xamã entra em contato com entidades não-humanas (espíritos, animais, forças da natureza, entre outros), para resolver problemas que acometem pessoas ou coletividades.

O encontro na capital catarinense segue até o sábado (23) e reúne mais de 250 pessoas, entre lideranças indígenas dos sete estados que compõe as regiões Sul e Sudeste, além de técnicos e gestores do governo estadual e federal.

Respeito à medicina tradicional indígena é discutido em seminário em Florianópolis


A idéia é que, até o final do ano, seja elaborado um projeto para qualificação de profissionais de saúde que atendam população indígena

ASCOM/MS
Implantar o cuidado integral à saúde dos povos indígenas observando as práticas e os cuidados da medicina tradicional. Esse foi o desafio apontado pela diretora de Atenção à Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Irânia Marques, nesta sexta-feira (22), em Florianópolis, durante o primeiro Seminário Sul/Sudeste de Saúde Indígena Subsistema de Atenção à Saúde Indígena: onde estamos e para onde vamos. “Temos que entender a importância dos pajés, da parteira tradicional, dos xamãs e dos curandeiros na prática da medicina no dia-a-dia”, ressaltou.

Segundo a diretora, até o final do ano a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) elaborará um projeto para qualificação de profissionais de saúde para garantir o respeito às especificidades culturais. “Nós temos realmente que avançar para que não apenas as equipes multidisciplinares tenham esse treinamento, mas também as equipes que são referências para saúde indígena nas maternidades e nos hospitais”, afirmou.

Irânia Marques diz que o conhecimento dos pajés, o trabalho de orações e rituais tradicionais podem somar forças ao tratamento e cura do paciente, uma vez que na cultura indígena o pajé é o responsável pela saúde espiritual e física da tribo. “Não é só não aceitar. Nós, não indígenas, precisamos conhecer para dialogar, criar e elaborar uma nova prática. Temos que qualificar a nossa equipe para que a gente institucionalize e garanta a prática e as medicinas tradicionais. Não pode ser um favor, tem que ser uma política”, destacou.

O Pajé Karaí Tatãe, 94 anos, da etnia Guarani, de Paraty(RJ), lembra da importância da prática religiosa tradicional em conjunto com o tratamento médico no momento do atendimento ao indígena enfermo. “Nós, os Pajés, temos a hora para trabalhar a ‘Pajelança’ (ritual religioso indígena). A gente pede permissão para o médico com o objetivo de ficar sozinho com a pessoa doente por algumas horas. Depois ele pode retornar e continuar a assistência médica”, destacou.

A pajelança é um termo genérico aplicado às diversas manifestações religiosas dos mais de 220 povos indígenas brasileiros. O termo refere-se aos rituais nos quais um pajé ou xamã entra em contato com entidades não-humanas (espíritos, animais, forças da natureza, entre outros), para resolver problemas que acometem pessoas ou coletividades.

O encontro na capital catarinense segue até o sábado (23) e reúne mais de 250 pessoas, entre lideranças indígenas dos sete estados que compõe as regiões Sul e Sudeste, além de técnicos e gestores do governo estadual e federal.